A HISTÓRIA DO MUNDO

Vou lhes contar um pouco da história do mundo, para que possamos ver efetivamente o que está sendo discutido quando vamos para a rua reivindicar nossos direitos e somos sumariamente oprimidos.

NaziNa Europa da década de 30 a Alemanha falida e faminta, em condições sociais sub-humanas decidiu que precisava de um basta e dar a volta por cima, criou um sentimento patriótico que levou há ascensão do III Reich e quase dominou o mundo conhecido. Em sua luta de conquista planetária os alemães acharam que deveriam também purificar a raça exterminando aqueles que consideravam impuros, levando milhões aos campos de extermínio, como Dachau, e Aushwitz, em alguns casos os restos mortais eram inclusive utilizados para fazer cola como foi em Treblinka.

Findada a segunda grande guerra, os alemães foram levados aos tribunais militares como Nuremberg para serem julgados por crimes de guerra, no entanto ainda que cientes das atrocidades cometidas, que também fazem parte do momento da guerra, já que nenhuma guerra é “Santa”.

Poderíamos considerar que os alemães estavam fazendo aquilo que consideravam correto dentro da lei e metas da realidade estabelecida em seu país. Quem os considerou criminosos foi o resto do mundo quando muito acertadamente disseram “Não, isso não faz parte de sermos humanos e como tal deve ser considerado crime!”.

StalinBem, a guerra em si já é um crime sem precedentes contra a humanidade e perpetuação da espécie, no entanto, visto por outro lado, no mesmo período e nos anos que se sucederam ao pós-guerra, Stalin o ditador russo assassinou mais de 25 milhões de pessoas por tortura, fome e outras barbaridades sem jamais ter sido punido ou criticado em fóruns internacionais.

Neste caso o mundo fez vista grossa e disse “Não faz mal, e nem são tantos assim, não vamos nos meter!”, ainda assim a mesma humanidade que havia dito “NÃO!” e colocado os alemães no banco dos réus, não teve o mesmo discernimento.

HiroshimaAinda nesta sequência, mesmo que tenha poupado milhões de vidas e dado fim a esta contenda mundial, a utilização de bombas de destruição em massa (são artefatos que uma vez utilizados por uma parte não dão poder de defesa aos demais) em Hiroshima e Nagasaki, estas por vingança do ataque a Pearl Harbor , não teve uma penalização, mesmo ainda que tardia para os seus utilizadores. Note-se que por muito menos que isso Sadam Husseim foi perseguido e enforcado, portanto, a justiça e a lei não são para todos, apenas para alguns escolhidos a dedos para serem a tal “bola da vez”.

Em resumo, a Alemanha acabou por ser dividida entre as duas nações que mais expressivamente combateram, respectivamente os EUA que tinham acabado de passar pelo Grande Depressão e viviam momentos sociais e econômicos também miseráveis e a Rússia, que assassinando os Czares acabara de implantar o comunismo na sua forma ditatorial e mais radical conhecida.

O fato é que estas nações, utilizando a desculpa Alemã, tornaram-se potências mundiais, em certos casos até de referência, sem nunca terem sido julgados ou imputados os seus crimes de Guerra. Que eu saiba, crimes de guerra não tem data de prescrição, talvez ainda possamos viver para vermos algumas nações aqui citadas sentadas no banco dos réus.

Com tudo isto, quis mostrar que a história é feita pelos vencedores e não pelos perdedores.

Nesse comparativo pode ser aplicado ao caso brasileiro, que entrou num processo “democrático” após o governo militar estabelecido de 1964 a 1985 e que agora utiliza não só das mesmas armas, como também dos mesmos meios de opressão e censura!

A história se repete em ciclos intermináveis e me parece que não aprendemos nada com eles, pois continuamos cometendo os mesmos erros, elegendo representantes políticos medíocres que visam apenas os próprios interesses, aceitando as imposições sociais que nos enfiam goela abaixo e os pesadíssimos impostos para alimentar uma máquina federal corrupta e ineficiente que vende o Brasil em nome do patriotismo vermelho.

Protesto BrasilA indolência cívica do povo brasileiro é notória, porque acabam sempre questionando se a discussão é partidária ou apartidária como se isso desse mais ou menos legitimidade há luta, o que não é o caso. Todos temos o direito de nos manifestarmos sobre aquilo que consideramos importante sem que precisemos perder a cidadania ou ficarmos escondidos atrás de máscaras para que não nos reconheçam na multidão.

Lutar pelo que acreditamos é um direto legítimo e nato de sermos humanos e vivermos em sociedade, apenas uns lutam mais do que outros e na maioria das vezes os que ficam na segurança de suas casas são os que mais criticam os lutadores, portanto, acho que antes de jogarmos pedras, precisamos ver em quem de verdade estamos atirando, porque segundo a terceira lei de Newton “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.”.

Se não conseguirmos entender esta simples lei da física, como esperamos entender as leis que regem as sociedades e toda a humanidade? Pensem nisso, quando precisarem escolher por qual lado lutar, os ângulos são sempre diferentes e referenciais dependendo do ponto de vista do observador.

Ana Paula de Carvalho, Brasileira e lutando por dias melhores!

Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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