PUBLICAÇÕES COMO ESTAS JAMAIS DEVERIAM SER PUBLICADAS!!!

Hoje lendo o JORNAL DE MARICÁ, ano XLVIII, Número 01, de fevereiro de 2013, de Maricá-RJ, e Diretor Responsável: Edison Torres, página 07, sob o título: OS AMBIENTALISTAS VOLTAM A ATACAR (imagem abaixo), assinada pelo Sr. Comandante Carlos Nardin (sic. que não faço a mínima ideia de quem seja), que pela segunda vez (ao menos que eu tenha tomado conhecimento ao ler) produz uma opinião completamente inconsistente, com a condução de informação (desinformação) e de forma equivocada, pior ainda no momento em que a mesma apresentada desqualifica diversos colegiados e profissionais habilitados em detrimento de assuntos que ele desconhece e de forma leguminosa põe há disposição a entidade que diz “possuir” (Centro dos Capitães da Marinha Mercante), como se estes tivessem habilitados para tal esclarecimento.

É de suma importância que seja evidenciado que todo o argumento apresentado pelo Sr. em questão não tem base cientifica para respaldar suas alegações, assim como não vemos nomes referências corroborando tais afirmações, deixando claro que trata-se apenas de uma opinião pessoal de um cidadão comum que aspira mudanças, sem no entanto, ter conhecimento profundo do que estas implicam para o restante da sociedade. Neste caso é minha a opinião e daqueles que represento, que o jornal em questão deveria ter levado esse posicionamento como sendo uma mensagem de um leitor e não de uma pessoa que inclusive coloca um “comandante” na frente do seu nome, para tentar dar uma “carteirada” como se isso fosse transformar os seus devaneios em fatos críveis.

Já num outro momento, como ele mesmo cita no jornal, falou sobre o Porto de Jaconé, que tentei por várias formas enviar uma carta resposta, porém como o jornal não apresenta nenhum tipo de contato (fato este que nos assombra num mundo em que a tecnologia fala mais alto) publiquei uma carta aberta para que já nesse momento houvesse um conhecimento da minha posição sobre o assunto, porém se isso em algum momento aconteceu, certamente foi ignorada haja visto o que foi escrito novamente na edição acima citada. E, da mesma forma aqui estou para fazer valer o meu direito de resposta, assim como de todos aqueles que se sintam no direito de apresentar os seus posicionamentos e tirar a limpo as verdades e os mitos que ali se encontram. Lembrando que as pessoas que queiram morar perto de refinarias, portos e emissários submarinos podem encontrar melhores condições para aprecia-los do que vivendo Maricá. A Barra da Tijuca Zona Sul da elite carioca é uma excelente opção.

Qualquer veiculo de comunicação que tenha a intenção de levar informação adequada não se exime da responsabilidade de suas publicações, assim como permite que os leitores possam interagir através dos seus espações, fato este que não encontramos no referido jornal, a menos que a intenção seja essa mesmo, conduzir a opinião publica de forma unilateral. Por isso nota-se que este veículo de comunicação conta com a inércia dos leitores, obviamente tem leitores, mas contam com a falta de contra argumentação em artigos como este que publicam, prestando-se assim ao clientelismo, a que os mesmo se referem em outra matéria (página 6) deste mesmo jornal.

Isto posto, posso afirmar com certeza que PUBLICAÇÕES COMO ESTAS É QUE JAMAIS DEVERIAM SER PUBLICADAS, como tenho ouvido de alguns formadores de opinião em relação há opinião de terceiros quando não lhes agrada ou não são as coisas que gostariam de ouvir.

O jornalismo que se diz sério e pública qualquer coisa sem fundamentação, além de levar para o fundo do poço alguma possível entidade á qual pertença falando em seu nome, no mínimo deveria ter o aval destes. Concluo que ninguém aqui leva a cidade a sério, muito menos sua população, que regularmente implantam a notícia que querem passando a desinformação, apresentam as tendências que somente eles querem, e impõe a todos como se não vivêssemos numa democracia. Onde estão os argumentos, além da percepção pessoal? As fontes literárias com os respectivos autores? Quem falou o quê, quando, onde e por quê? É desta forma que o Centro dos Capitães da Marinha Mercante administra a entidade? Foi essa entidade que deu na mão dos especuladores a fundo perdido o tal 1,7 bilhão do seu fundo econômico para a construção do fictício Porto de Jaconé? Se ainda não sabem, o TPN não sai!

Não haveria nada demais e nem me daria ao trabalho de responder se não fosse pelo fato de permitirem as verdades individuais, de interesses específicos de indivíduos que nem mesmo sabemos se tem habilitação para dissertar sobre tal assunto sem cair no ridículo. Ainda por cima desqualifica várias entidades e seus representantes como se fossem um bando de imbecis correndo atrás do inalcançável, para mim em particular não me faz diferença nenhuma se o Sr Nardin é comandante de uma traineira ou de um cargueiro, o que me preocupa neste caso é que possa não ser um bom comandante pelo tipo de julgamentos que faz. Assim como não vemos nas suas declarações nenhuma forma de nos humilhar, a não ser a si próprio por sua total ignorância sobre o assunto, tentando mostrar-se um especialista onde ainda se contradiz quando escreve: “Respeito e não critico…”.

Dando sequencia ao assunto, já existe uma carta resposta ás imprudentes palavras sobre o Porto de Jaconé deste mesmo autor, no jornal O Confronto, No. 5 de julho de 2012, onde aprsenta a sua opinião sobre o Porto de Jaconé, que pode ser lida no endereço: https://barlaventoesotavento.wordpress.com/2012/08/05/em-resposta-ao-jornal-confronto-no-5-julho12-pg-5-confronto-da-sua-opiniao-sobre-mega-porto-de-jacone/, e agora providencio esta, que mais uma vez farei como carta aberta pelos motivos já citados e para manifestar posicionamento ou até mesmo exigir o direito de resposta. A democracia passa longe deste grupo de jornalismo ao que parece.

Abordando diretamente o assunto pulicado no jornal, atento no que foi debatido naquele conteúdo, onde quis comparar um efluente sanitário com um industrial, obviamente este senhor desconhece as razões e quais organismos se contrapuseram ao péssimo EIA apresentado na audiência pública em janeiro 24 de janeiro de 2012, este mesmo senhor que diz conhecer profundamente o projeto do Polo Petroquímico do COMPERJ muito provavelmente não sabe o que é um EIA/RIMA, assim como também não o leu mesmo que tenha havido oportunidade, da mesma forma que não o vimos (com absoluta certeza) nesta mesma audiência publica para apresentar em nome do seu grupo (como afirma) as ponderações, mas muitos de nós chamados de Ambientalistas (com muito orgulho) ficamos lá discutindo o problema até ás 00:45hs do dia seguinte ouvindo CREA, UFF, UERJ e tantos outros colegiados e profissionais incluindo os próprios representantes do COMPERJ que ao final tiveram que pedir desculpas pelo péssimo trabalho feito pela PETROBRÀS sobre este assunto (se precisar existe testemunho em ata da própria audiência, pelo CECA).

Aproveitando para abordar a PETROBRAS que cita no texto como sendo uma empresa isto ou aquilo, deveria se lembrar que somente no governo do PT ela apresentou prejuízo e vem sendo desmantelada para ser privatizada a calores infinitamente mais baixos que os de mercado, concorrendo diretamente com empresas internas de fachada.

Na continuação, qualquer pessoa e isto inclui o Sr. Nardin deveria ter se municiado com mais informações do porquê e quais entidades e pessoas solicitaram um novo EIA com qualidade e conforme as normas de licenciamento legais e ambientais vigentes, já que o ora apresentado não conferia com as exigências. Desta forma, este artigo apresentado é desqualificativo e tendencioso, e convocou diversas pessoas e entidades ao direito de resposta, no mesmo veículo de comunicação e do mesmo tamanho, sendo que é certo que cada entidade tenha seus argumentos, e devem ter cada uma delas individualmente o mesmo espaço para resposta, assim como o mesmo número de exemplares e forma de distribuição! Isso é jornalismo sério e de qualidade.

Devemos refletir que alguns artigos neste veículo de comunicação não tem autor, são todos do próprio editor? Se assim é, então temos duas opções, ou são divagações de mentes conturbadas que não tem a coragem suficiente para colocar a sua assinatura (se bem que depois disto pode haver uma proliferação de pseudônimos) ou tem apenas o intuído de produzir “verdades” para desinformar a população.

Tratar efluentes químicos industriais como se fossem efluentes sanitários para que pessoas comuns engulam goela abaixo o emissário, assim como falar que este tipo de empreendimento é próspero para a Cidade, esquecendo que o COMPERJ é em Itaboraí, isto é não é nem mesmo o rejeito pertence ao município, assim como todo o complexo foi fragmentado para desta forma impor-nos o complexo em sua totalidade que desta forma os licenciamentos também assim serão, o que é proibido por lei, e que a cada momento eles, a parte da Petrobrás interessada nisto, “perde” algo por fata de justificativa como o porto em São Gonçalo, entre outros, não é justificativa suficiente para abrir nem uma vala para passar água da torneira que seja.

O impacto social que Maricá já sofre por ter tantos empreendimentos segmentados e não estarem sendo licenciados como um único organismo em desenvolvimento, está hoje muito aquém do que podemos mensurar.

Estas pessoas deveriam estar mais atualizadas com a decadência do projeto COMPERJ, que até o momento lá só tem terraplanagem, ainda que o dinheiro para a construção já tenha sido distribuído pelas partes interessadas e obviamente gasto em outra coisa qualquer, que a indústria não funciona se a água não vier de Alegria, cadê o duto para levar esta água de reuso para lá? As obras? Em algum momento este senhor foi até Itaboraí para ver o que está de pé para dizer que o COMPERJ sairá do papel?

Assim como entendemos que pela falta de interesse deste senhor e sua associação não tomaram conhecimento que a reinvindicação da audiência em 2012 foi a de que o emissário transpusesse as ilhas Maricá na maior distância possível, por motivo da mecânica das marés nesta localidade e que poderia trazer refluxo para praia. No projeto inicial o emissário previa uma desembocadura a 2 km de distância da praia o que não era admissível, agora já existe um novo projeto que prevê 4 km, mas ainda precisa ser avalizado pelos colegiados do estado e de Maricá (os tais ambientalistas) que exigirão vistas ao estudo feito para esse fim e como se chegou a esse número, pois até o momento nenhum cálculo foi apresentado. E se por ventura não estiver de acordo com as especificações exigidas por lei, vai voltar para trás como todos os outros. Isso se chama responsabilidade, já a leviandade prevê o progresso a qualquer custo e isso é inaceitável.

Desta forma envio esta carta aberta a todos aqueles que se manifestaram na Audiência pública do COMPERJ e que ali lutaram para que não nos enfiassem goela abaixo o EIA/RIMA de São Gonçalo copiado e colocado como se fosse o de Maricá feito pela PETROBRÀS, ou quem mais se sentir atingido de alguma forma e que se faça recorrer e exigir o direito de resposta de igual tamanho e a quantas instituições e pessoas se sentirem atingidas, e por isto coloco em anexo a matéria que saiu no jornal.

Att.,

Ana Paula de Carvalho

Engenheira Civil, Especializada em Engenharia de Saúde Pública pela ENSP, Mestre em Gestão e Perícia Ambiental, Diretora da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção RJ, Membro da Câmara Técnica de Análise de Projetos do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baia de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá, Membro do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João Membro do Movimento LUTO por Maricá, SOS Jaconé Porto Não, GEOPARQUE Costões e Lagunas Já, entre outros adjetivos e qualificações profissionais e como cidadã participo de eventos, reuniões e demais atos e ações populares e de governo pró-desenvolvimento.

NardinClique na imagem para vê-la maior

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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