O AGENTE

Poucas pessoas sabem por que elegem um cidadão comum para que os represente administrativa ou legislativamente após uma eleição, no entanto é preciso entender como isso funciona ou no mínimo como deveria funcionar para que se possa ter uma ideia concreta dos direitos e deveres de cada um. É certo que isso não muda o fato das figuras politicas continuarem sendo o que são por uma questão de costume intrínseco do modo como a politica é conduzida interminavelmente.

Pretendo abordar mais especificamente o administrador da cidade na figura do prefeito, ente eleito por popularidade quase 100% das vezes, rarissimamente isso acontece por capacidade efetiva do individuo sendo este um dos mais agravantes motivos para que exista tanta precariedade nos serviços públicos, a falta de compromisso. Em geral estas figuras gostam de sentir o poder em suas mãos, mas não o dividem por medo de perderem o controle absoluto acreditando que o mérito de terem conseguido serem eleitos é único e exclusivamente seu. Isso gera governos totalitários, despóticos e ditatoriais.

O fato é que um administrador competente não impõe a sua vontade pessoal sobre uma população apenas porque se sente nesse direito, até porque não o tem! Em casos de cidades que possuem apenas um único turno eleitoral isso se torna mais grave porque a pessoa acaba sendo eleita por uma minoria, ainda que expressiva, na maior parte das vezes por menos de um terço do eleitorado. Por esse motivo deve-se entender que a função do administrador é gerir a cidade e não tomar para si de forma despótica e absoluta as decisões coletivas, isso significa que decisões de longo prazo precisam ser levadas aos conselhos populares para aprovação, até mesmo porque estes indivíduos estão no cargo “de passagem” enquanto as decisões tomadas se perpetuam a longo prazo e quase sempre, uma vez tomadas os danos são irreversíveis.

Sendo assim, é muito desapontador quando vemos a pessoa que deveria estar cuidando dos nossos interesses, tendo votado nele ou não, se comportando como um agente imobiliário, vendendo e leiloando não só o patrimônio imobilizado como os ativos arrecadados. Isso nos dá o que pensar sobre nossas escolhas e a forma como devemos e queremos conduzi-las no futuro, se temos intenção de viver civilizadamente devemos nos comportar como tal e sem perder as esperanças em acreditar que é possível mudar o cenário politico em que vivemos.

Temos que plantar sementes de nossos sonhos todos os dias sabendo que em alguma primavera poderemos colher frutos de forma abundante, sem medo de que as mudanças e suas incertezas nos tragam a insegurança desses tempos, assim como o mundo está em constante movimento girando como um pião velozmente e nem por isso ficamos preocupados com o giro seguinte ou as paradas bruscas que possam acontecer.

Muitas mudanças estão por vir e precisamos estar preparados para fazer as escolhas adequadas, pelo menos aquelas que no exato momento acharmos que são as mais racionais e adequadas, os administradores da cidade são e sempre serão nossos empregados ainda que se comportem como patrões, mas isso precisa mudar e a única coisa que devemos fazer é acreditar que tudo pode ser diferente e melhor. Acredite no poder interior que você tem e faça bom uso dele, só assim sairemos vencedores.

Ana Paula de Carvalho, na frente de combate e longe de acabar!

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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