SEM NOVIDADES NO FRONT

O que vimos foi um debate morno e sem muitas novidades nas respostas, o assunto educação que era a temática principal devido ao órgão organizador. As respostas aos questionamentos do Sindicato dos Profissionais da Educação de Maricá, assim como a apresentação individual mostrou-se redundante, pois é sabido que existem pelo menos cindo itens para que a educação funcione em qualquer lugar, são eles: o horário integral agregando atividades complementares esportivas, vocacionais e semiprofissionais, a merenda escolar que deve ser melhor elaborada na sua qualidade e a devida fiscalização da aplicação dos insumos pelo setor responsável, a remuneração adequada de todos os profissionais de educação para que não se sintam marginalizados no exercício da profissão como acontece hoje, a infraestrutura escolar e equipamentos para o labor, geralmente inexistentes ou inacessíveis e por fim a eleição direta para diretores dos respectivos estabelecimentos, que além de ser uma urgência para a democracia neste segmento, muitas vezes são utilizadas de forma tendenciosa entre amigos .

O que se ouviu consecutivamente foram ideias abstratas e pouco concatenadas, mas projetos efetivos não existem, assim como nenhum candidato tem intenção de publica-los simplesmente porque não os desenvolveram profissionalmente, trata-se apenas de falatório eleitoral do tipo “se colar, colou!”. Com essa ausência de conteúdo palpável de qualquer intenção legitima onde deveriam constar os projetos descritivos em si, assim como os planos e cronogramas de execução, além do estudo de captação e aplicação desses recursos, fica extremamente difícil na possibilidade de um desses candidatos se eleger, podermos cobrar as metas de governo deixando a critério pessoal do governante ou em outras palavras “ao Deus dará” para que alguma coisa nesse sentido aconteça.

O bom candidato trabalha em tempo integral independente de estar concorrendo ou não e em minha opinião quase a totalidade dos candidatos ali presentes não conseguiu responder á pergunta elaborada pelo movimento Luto por Maricá conforme foi colocada e lida em alto e bom som abaixo:

“É provável que os senhores não tenham percebido que estão aqui para uma entrevista de emprego, e nós como reais patrões estamos também aqui para avaliar as suas capacidades ao cargo, ainda que a seleção venha a ser por popularidade (através do voto) e não por qualificação (que seria o desempenho)! O candidato a prefeito de qualquer município deve ter entre algumas qualidades a LIDERANÇA, o Engajamento nas causas públicas, a defesa da Ética entre outras coisas, fatores estes que não vemos na grande maioria dos candidatos aqui presentes, pois nos parece que são feitos em incubadoras e sempre aparecem de última hora como salvadores de uma crise pior do que a anterior, ou seja, nas vésperas das eleições, também chamado de voto da vingança, onde o mais importante é tirar o adversário anterior mesmo que para isso se coloque outro igual ou de pior valor no lugar, que neste caso poderá ainda ficar por mais oito anos… Ninguém sabe ao certo onde cada candidato aqui presente estava enquanto as pessoas morriam no hospital Modesto Leal, das reivindicações dos professores, profissionais de saúde, ou até mesmo nas manifestações populares contra a atual administração e tantas outras que não preciso citar. É consenso geral que o atual governo de Maricá do Sr. Washington Siqueira do PT é um completo desastre, mas na minha humilde opinião de moradora isso de modo algum os qualifica para o cargo, conforme já citei a ausência dos senhores nos problemas cotidianos da cidade. Portanto, eu e aqueles que represento através do Movimento Luto por Maricá, gostaríamos de saber dos Srs. na vossa opinião o que os qualifica para o cargo pretendido?”

Neste aspecto devo evidenciar primeiramente que o candidato Ricardo Queiroz ex-prefeito, tenta a reeleição, sabedor que teve uma rejeição bastante acentuada ao longo dos seus dois mandatos pelo fraco desempenho da sua gestão, se levarmos em consideração que está disputando uma vaga de emprego junto com os demais candidatos, eu diria que as empresas tem por norma não recontratar ex-empregados que de alguma forma foram demitidos, vamos aguardar para ver este resultado. O Candidato Marcelo Delaroli, baseado no seu exemplo e considerando que todos são iguais a ele afirmou que não participa de nenhum tipo de manifestação porque não necessita de holofotes sobre a sua pessoa e que quem o faz tem a única e exclusiva intenção de se autopromover. Esquece, no entanto que desta forma nunca se envolverá diretamente nos problemas locais e sua gente, e com isso é desde já mais uma pessoa inacessível como os demais que por aqui já passaram. Humildade talvez tenha que vir a seu um dos seus atributos futuros para que possa se tornar prefeito um dia.

O ex-deputado Hélcio Ângelo não teve o desempenho esperado mostrando que faltou conhecer mais profundamente as causas e efeitos que afligem o Município assim como as possíveis soluções. Espera-se que numa outra oportunidade possa ter uma posição de discussão equivalente aos demais ali presentes e maior desenvoltura de diálogo. O Professor Saraiva mostrou-se bastante á vontade com os tais “holofotes” o que não foi nenhuma surpresa, pois é pessoa ativa na Cidade, sabendo até certo ponto conduzir com bastante habilidade suas colocações e o público presente pode vir a ser a grande surpresa nestas eleições. O atual prefeito Washington Siqueira como previsto não compareceu conforme esperado, a posição que ocupa hoje é bastante confortável já que está exercendo o mandato e tem a seu favor, o fato de pertencer ao partido da presidência e governo federal, que são nada mais nada menos que a máquina pública.

Como não havia possibilidade de mais perguntas, ficou esta abaixo para ser respondia possivelmente em outra ocasião:

“O período eleitoral de qualquer eleição é sempre adocicado com tudo aquilo que a população na sua ansiedade de resolver os problemas que os afligem quer ouvir, dentre as promessas estão os conceitos básicos e obrigatórios da verdadeira civilidade, que para quem não sabe é “viver e morrer com dignidade”, esta frase é do filósofo grego Platão, que são Saúde, Educação, Segurança entre outras. Como disse antes isto é o mínimo básico ordinário que qualquer gestor deva atender durante o seu mandato, não havendo, portanto citação a obras extraordinárias que seriam todas aquelas que superariam as fronteiras do básico. Baseado nessas promessas de campanha que são comuns a todos os candidatos, a minha pergunta é a seguinte: durante o período eleitoral todos os candidatos mostram tanta capacidade verbal de prometer e quando eleitos já no conforto de suas salas, devidamente sentados na cadeira do poder, são tão incapazes de fazer (muito provavelmente devido aos vários comprometimentos e interesses de coligações que impedem a gestão futura)! Recebem tantos Sins na votação, para depois dizerem tantos Nãos para a população que os elegeu. Portanto mais uma vez, gostaria de saber se os Srs. que pretendem serem prefeitos desta cidade estão a par desta incapacidade que invariavelmente os atingirá e se propõem alguma solução estratégica palpável para que as promessas de campanha sejam realizadas e não caiam no limbo da mediocridade politica que aflige este município há décadas.”

No mais, a abordagem dos assuntos adicionais como Meio e Ambiente, Saúde e derivados em nada acrescentou ao básico de gestão, deixando a imagem pobre de renovação habitual, além de um desconhecimento profundo de tudo que vem acontecendo na Cidade ou que envolve a mesma, assim como dos colegiados existentes e suas diretrizes, que deveriam ser a base para implementar um governo continuado e não informações supérfluas característica de uma autocracia temporária.

Por fim devemos sim agradecer a oportunidade proporcionada pelo Sindicato dos Profissionais da Educação para melhor embasarmos nossas escolhas, definindo assim qual destino desejamos para nossa sociedade.

Ana Paula de Carvalho moradora de Maricá e

Membro em tempo integral do movimento Luto por Maricá

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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