Rio+20 (3a. Parte): Futuro

Ouvi nesta semana um filósofo falando: “estabelecemos uma dieta balanceada para nossos animais, mas não fazemos isto por nós mesmos” e nem mesmo para nosso planeta. A responsabilidade para as próximas gerações é muito complicada, pois ainda não sabemos o que irão querer, já que nunca desejamos ou seguimos os que nossos pais falam, mas para a definição dos limites de até onde queremos chegar e mantê-los, cabe um planejamento, uma projeção.

Assim como um paradigma do casal em que ambos serão pais, e que este bebê nascerá só tendo direitos e como tal devemos garantir sua proteção. Ocorre semelhança com os animais de estimação, assim como a Terra também só têm direitos, pois enquanto espécie, somos os únicos a criar uma nova natureza. Temos uma obrigação moral com a humanidade, mas principalmente com a biosfera, dependemos dela para continuarmos a ser uma de suas espécies. Será que o fato de sermos animais racionais, naquilo que nos diferencia dos outro, onde podemos criar coisas, o que outras espécies não fazem, é sabedoria? Somos mesmo uma raça superior?

Não podemos prever o futuro, mas podemos nos precaver de uma série de acontecimento. Sei que todos estes pensamentos são decorrentes do medo de sucumbirmos, do medo de nos extinguirmos enquanto espécie, de simplesmente não deixarmos registros. Mas, não podemos ficar inertes, paralisados diante isto.

Precisamos além de discutir mais sobre estes assuntos, agir naquilo tudo que já temos como consenso, consciente que estabelecemos limites éticos e morais a todos. Inclusive conscientes de que no futuro possam nos chamar de tiranos, mas pior do que tomar uma decisão errada é não tomar nenhuma decisão.

Devemos sempre ter esperanças, sem ela não sonhamos, mas precisamos garantir que a responsabilidade esteja presente nas realizações.

Gerir pessoas é gerir conflitos, e num Rio + 20 são grandes as diferenças, muitas realidades de coletivos. Por isto o envolvimento dos chefes de estados, nada melhor que eles para representar suas nações e definir padrões para o desenvolvimento sustentável, levando em conta que o planeta tem todos os direitos adquiridos sobre o seu espaço e sendo assim este desenvolvimento (e para garantir a sustentabilidade) não pode ser a qualquer preço, deve ser equilibrado.

Como exemplo, talvez não seja limitar o consumo (consumo consciente, verde e etc.), mas sim definir produções. Isto é, construir valores, definimos limites com o que aprendemos no passado. Talvez se focarmos na produção, mudemos o conceito do consumo.

Neste sentido, o mais genuíno seria fortalecer o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) do que criar uma nova agência ou similar para a condução deste processo, pois este já levaria consigo um legado de conhecimento, de experiência e de história de forma a não perder tempo com uma sobreposição de esforços, ou até mesmo um desgaste por aquilo que já foi discutido. Devemos seguir adiante sem retroceder, o planeta para a nossa espécie já perdeu muito tempo.

Poderíamos a partir daí, ao invés de derrubar florestas, receber recursos para manter a biodiversidade; ou de explorar o petróleo de forma insana, pois é agressivo, questionável e impactante em todas as fazes (da captação ao produto, principalmente no seu segmento energético), haver maiores benefícios para as energias renováveis em todos os seus segmentos. Temos competência para manter viva a nossa espécie até que algo nela mesma naturalmente ponha um fim e recomece como tantas vezes já aconteceu, mas não cabe a nós fazermos isto por ela, além de que devemos entender que a nossa extinção não quer dizer das demais espécies ou que novas não surjam. Pois não podemos (ou conseguiremos) negociar com a natureza, ela tem vontade própria!

Temos um compromisso com o planeta de transformar os estudos, as pesquisas, as conclusões e os consensos em ações práticas de sustentabilidade, e não nos omitirmos na incapacidade política de enfrentar este problema. Estaríamos assumindo que somos incapazes como espécie?

Não acredito, mostraríamos que somos responsáveis pelos nossos atos, sem passar a culpa ás gerações passadas e nem mesmo ás futuras que nem mesmo aderiram (talvez até porque fomos incapazes de convencê-los desta necessidade). Mas precisamos de velocidade nas decisões!

Acima de tudo necessitamos mudar o rumo de nossas vidas e assim a do planeta para que tenhamos o bem estar social e preservar (de forma natural) as formas de vida, até a natureza querer mudá-la. Podemos considerar hoje o ambiente como um sujeito de direito e que nós somos participantes em seu legado, ao mesmo tempo em que somos responsáveis por sua tutela. O ambiente deixou de ser “uma coisa” para ser em ente.

Como é um crime molestar um incapaz, que está indefeso, devemos considerar um crime contra o ambiente sempre, pois se não seremos cumplices por omissão de socorro. Precisamos defendê-lo!

Ana Paula de Carvalho, uma Brasileira que nunca desiste.

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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