Em resposta ao Jornal Barão de Inohan, Ano 05 – Número 50, página 2

A SAÚDE TEM SOLUÇÃO? ACREDITO QUE SIM!

Em resposta ao Jornal Barão de Inohan, Ano 05 – Número 50, página 2, sob o título “Por onde andam os Pré-candidatos a prefeitura que não mostram a cara nas ações públicas que estão acontecendo? Dá realmente para confiar em futuros políticos que não se apresentam ao lado do povo?”, devo dizer com muita segurança que não existem fórmulas mágicas para sanear o problema de saúde, pois este tem que ser tratado com seriedade e competência e baseado nisso é preciso ficar evidente se devemos tratar a Doença ou a Saúde de forma eficiente e preventiva.

E em resposta á pergunta feita pelo jornal, sobre se os candidatos e pré-candidatos possuem alguma solução para este caso específico, aproveitarei para fazer um resumo do projeto que possuo e que deve ser aplicado por qualquer governo que se estabeleça aqui em Maricá.

O saneamento básico (água, esgoto, resíduos sólidos urbanos e drenagem) é fundamental para a prevenção, e gerando mais saúde. Existe todo um projeto sobre este tema também, e quando oportuno ou sendo necessário apresentarei, mas como na matéria o foco seria remediar e os atendimentos clínicos com a pergunta: “Como será resolvido o problema do hospital?”, apresentarei, nesta visão, o breve resumo abaixo:

Começando pela logística de socorro, é preciso atentar que a maior dificuldade é sempre conseqüência do acesso e da distância. Maricá tem uma área geográfica territorial municipal estende-se por 362,480 km² e conta hoje com cerca de 130 mil habitantes. Somado a isso existe a enorme problemática dos distritos serem distantes uns dos outros e não haver acesso adequado de transporte ou vias de acesso.

Hospital Geral

O conceito a seguir é básico e baseado no resumo do projeto original, portanto alguns números não serão exatos e sim estimativos, pois dependem de informações complementares adequadas. O sistema hospitalar deve ser composto de 1 unidade chamada Hospital Geral com pelo menos dois ambulatórios emergenciais e 650 leitos baseado no cálculo de 5 leitos por cada 1000 habitantes, que é a média recomendada pela OMS, variando até 6/1000. Não ficará definida aqui a área de construção, pois esta depende do projeto executivo já aprovado, ainda assim, é de suma importância que fique situado num ponto de interseção acessível a todos os distritos, que muito provavelmente seria próximo ao bairro conhecido como Marine, no lado da rodovia que desce em direção ao Rio de Janeiro.

É necessário recomendar que este hospital não tenha a finalidade de fazer atendimentos de emergência, consultas básicas ou mesmo pequenas cirurgias e sim receber os pacientes advindos dos hospitais distritais que funcionarão como um centro de triagem para casos específicos de internações, cirurgias de níveis mais complexos e outros que não possam ser tratados diretamente naquelas unidades, a qual explicará sua real função mais abaixo. Com isso criamos uma super estrutura de atendimento para casos específicos não misturando como os atendimentos emergências, mas não de risco. Então se trata de uma unidade para tratamentos específicos!

Em anexo a este complexo hospitalar central deverá ser criado também uma Vila Residência para que os futuros médicos em parceria com as universidades de várias especializações possam fazer suas residências, de modo adequando no sentido de permanecerem em condições de assentamento e valorização do profissional. O sistema de Vila Residência pode ser estendido também aos hospitais distritais.

Hospital Distrital

Inicialmente devem ser construídos 4 Hospitais Distritais, que seguem o mesmo método de funcionamento do Hospital Geral mas em menor escala de proporção. Respectivamente estes Hospitais Distritais devem ficar da seguinte forma:

1 unidade em Itaipuaçu

1 unidade em Inoã/São José,

1 unidade em Maricá/Barra/Guaratiba

1 unidade em Bambuí/Ponta Negra/Cordeirinho

Estas unidades edificadas seguem um padrão de construção dimensionado para receberem ¼ da população por localidade.

É importante lembrar que não se trata de UPAS, PAM ou Postos de Saúde, estes terão uma utilidade no sentido de fazer o atendimento de saúde preventiva e os encaminhamentos para os hospitais distritais quando necessário.

Ainda que alguns bairros não estejam diretamente especificados aqui, estão incluídos pela colateralidade com as unidades mais próximas. Dando seqüência ao resumo do projeto, os Hospitais Distritais tem por finalidade receber toda a população encaminhada pelas unidades terciárias (PAM, UPA, Posto Saúde) para exames primários específicos e atendimentos emergenciais de primeiros socorros, possuindo centros cirúrgicos de pequeno e médio porte e um número eficiente de leitos. Com isso, deixa-se o acesso mais próximo dos utilizadores e diminui-se a incidência de casos fatais ao mesmo tempo em que se faz uma triagem do paciente que efetivamente está com uma lesão grave, do tratamento preventivo especializado ou de continuidade.

As parcerias com as universidades são fundamentais para o sucesso de uma gestão eficiente e equilibrada da saúde pública, agregado a uma competente organização dos quadros funcionais. O sistema hospitalar deve ser considerado como uma empresa e gerido como tal, a secretaria de saúde deve possuir recursos próprios saber quantificar o melhor cenário e o pior de gestão como qualquer empresa. É muito comum que exista desvio de verbas entre secretarias no sentido de cobrir custos, mas esse sistema pode ser adequado a que as diversas secretarias façam empréstimos entre si, passando a serem credores e devedores e não apenas órgãos cuja finalidade é apenas os desvios de verbas.

O custo estimado da implantação deste sistema de saúde é de aproximadamente R$ 400 milhões, o que para o município de Maricá não deverá ser nenhum problema devido ao seu crescimento econômico nos próximos anos, a captação de recursos federais e certamente não será implantado em um único ano de mandato, mas sim ao longo de todo o mandato ou mais de um.

O importante é existir um projeto verdadeiro e que possa ser concretizado ao longo das diversas gestões, sendo a parte principal no início do primeiro ano.

Seria muito fácil terminar aqui esta descritiva, mas como o projeto é muito completo, torna-se fundamental apresentar o Melhor e Pior cenário para que se entenda a importância do que está sendo apresentado, assim como todos os possíveis riscos calculados. É importante que estejamos sempre um passo adiante dos problemas que se apresentarão durante todo o processo e gestão.

O Pior Cenário

Este cenário estará presente sempre que um município como o nosso passe a apresentar qualquer serviço de qualidade. Quando falamos em excelência de saúde, mostramos que é possível ter uma população saudável e prontamente atendida, mas isso cria automaticamente um problema para os municípios vizinhos que não serão possuidores de tais serviços e com isso haverá uma migração natural de pacientes oriundos destas localidades, alguns se apresentarão como moradores utilizando endereços de parentes ou conhecidos, ou chegarão de emergência nas portas dos hospitais em níveis tão críticos que de certa forma colocarão a ética médica em evidência como também a natureza humana.

Imaginemos uma ambulância vinda de outra cidade, por exemplo, chegando à porta de um dos nossos hospitais com um ou mais pacientes precisando de atendimento médico imediato, sob risco de vida, o que fazer?

O Melhor Cenário

Exemplificação de duas fases principais.

Cartão do Cidadão

Para resolver esta questão existe a necessidade concorrente de ser implantado ao mesmo tempo em que se programa a construção dos hospitais, um sistema informático centralizado para a criação do Cartão do Cidadão, cuja finalidade é criar uma base de dados de todos os munícipes para que sempre que estes necessitarem utilizar serviços públicos de qualquer natureza possam apresentar um histórico de todas as suas requisições, aplique-se a isso o fato do cidadão precisar utilizar algum serviço da prefeitura em qualquer área e com a apresentação do cartão magnético em questão poder ter acesso a todos os dados pessoais referentes a serviços públicos utilizados.

A finalidade não é controlar e muito menos bisbilhotar a vida do cidadão, mas sim ter dados suficientes para que se possa saber da vida pública da pessoa, isso leva diretamente há questão hospitalar que neste caso específico identifica o cidadão como morador efetivo e contribuinte, além de poder haver um acompanhamento detalhado de todos os atendimentos médicos e ambulatoriais, prontuários, prescrições médicas de medicamentos, intervenções cirúrgicas, recomendações e exames.

Em suma, haverá um controle absoluto de todo o atendimento público do cidadão e assim inclusive poder cruzar dados para que existam estatísticas sobre faixas etárias, incidências de doenças por locais, grupos de risco entre outros. As possibilidades são infinitas, mas o controle de gastos é absoluto e com margem de erro aproximado de 1%, o que para este assunto especifico é bastante otimista!

O Serviço de Translado – Transporte Ambulatorial

Como nos exemplos acima, será necessário criar um serviço de ambulâncias desvinculados do Corpo de Bombeiros apenas pelo fato de esta mecânica não se aplicar aquela corporação.

O método de funcionamento é como qualquer empresa de transporte de pessoas, utiliza-se para isso uma Central de Coordenação de Operações – CCO, cuja finalidade é ter um ponto convergente de atendimento para que todos os cidadãos possam solicitar serviços de translado do tipo, casa/hospital, hospital/casa, hospital/hospital e tantas outras variações do gênero, desta forma quando o serviço é solicitado o veículo se dirige para o atendimento, pega o paciente, faz a ficha de encaminhamento (OS) e o leva para o local de destino, onde o paramédico/maqueiro dará entrada no paciente na secretaria do hospital, clínica ou outros e ao final do serviço entregará esta ordem de serviço na administração do CCO para posterior cobrança do serviço (para isso deverá existir uma espécie de tabela) ao sistema de previdência, empresas de planos de saúde e inclusive de outros municípios. Isso também serve como exemplo para cobranças dos serviços hospitalares prestados a outras cidades, fazendo com que a saúde seja uma fonte de receita e evita o transporte por terceiros.

O sistema de saúde municipal deve ser visto como uma entidade lucrativa, mas não do ponto de vista de evasão de recursos públicos através de superfaturamentos, compras fantasmas e tantas outras coisas e sim como uma empresa respeitável e digna. O mais importante em qualquer segmento é estabelecer uma marca com credibilidade, e é isso que gera recursos favoráveis. Estes exemplos, ainda que com algumas modificações para serem adequadas ás condições locais, já existem há mais de 50 anos em outros países com muito sucesso, portanto não chega a ser um projeto utópico, mas sim de visão antecipada.

Também não quero levantar polêmicas sobre este tipo de sistema que apresento, evidenciando novamente que se trata de uma compilação de um projeto maior devidamente detalhado, que não cabe no momento apresentar como solução apenas para fins eleitorais e sim como meta de qualquer governo que venha a se estabelecer. Além disso, não é de forma alguma o momento adequado para que isso aconteça, pois os candidatos e pré-candidatos não estão nos prazos de campanha, que de outra forma poderia ser caracterizado como campanha eleitoral antecipada.

Ana Paula de Carvalho

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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