2ª Audiência Pública COMPERJ

A segunda Audiência Pública COMPERJ, aconteceu hoje 30 de maio de 2011, iniciou-se com certo atraso e contou com a presença do Sr. Secretário Carlos Minc, presidida pelo Sr. Deputado Robson Leite.

Muitos de Maricá se fizeram presentes, entre eles ressalto membros do COMCID, Movimento Pró-Restinga, Jornalista Lino Carvalho e representantes da APALMA entre outros.

Foi apresentada praticamente pelo Secretário a atual situação do COMPERJ, e em relação a Maricá, especificamente o mesmo foi bem claro que ainda não está definido se o emissário será aqui ou em São Gonçalo, assim como entende que o EIA/RIMA ainda está em análise.

Isto é, não foi aprovado e nem reprovado, até mesmo pode vir a apresentar exigências diante as denúncias sobre a inconsistência e falta de informação do mesmo. Inclusive será verificada a possibilidade de discutir outras soluções para a questão do efluente industrial.

Entretanto no site da Prefeitura, nas notícias do dia 19 de maio, afirma que já realizaram reuniões preparatórias com as associações de pescadores locais (não o restante da sociedade) diante às audiências públicas em junho e julho.

Como pode haver Audiência Pública de um documento ainda em análise?

Também foi afirmado que tudo isto deverá estar integrado ao Plano Municipal de Saneamento, para o qual atento que Maricá não contará com FUNDRHI, pois não faz parte dos municípios beneficiados com tal fundo para elaboração do mesmo, conforme http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/rio/mat/2011/02/15/cidades-do-entorno-da-baia-de-guanabara-terao-planos-de-saneamento-923812000.asp, onde informa Niterói e Maricá têm os meios para fazer seus planos, decorrentes da compensação do Comperj.

Cabe ressaltar que, se todas as obras especuladas acontecerem sem planejamento e concomitantemente, será um só canteiro de obras e operários. Imaginem Maricá com a atual infra-estrutura deficiente, precária e inoperante, a crise político-administrativa que vivemos e acima de tudo o impacto populacional de todas estas especulações empreendedoras.

Devemos ter muita atenção ao atual cenário em nossa Cidade e o a combinação dos diversos empreendimentos e suas sinergias, principalmente pela falta de um planejamento político que seria por obrigatoriedade do governo Municipal, mas que se demonstra desconhecedor do posicionamento do Próprio Secretário, precipitando-se a negociar medidas compensatórias antes mesmo de estar definido o emissário para este município, ou não!

Não dá para contabilizar os prejuízos futuros tendo-se ao mesmo tempo ou numa curta seqüencia de tempo (conforme vem sendo apresentado) as obras do Resort, Emissário, Estaleiro, Fazenda Bom Jardim entre outros empreendimentos imobiliários, que vêm sendo apresentados para este município e imposto goela a baixo independente de consultas populares. Como que não nos importemos com o futuro da cidade, mas ainda assim pagadores régios de impostos.

Ana Paula de Carvalho, Membro do Movimento LUTO por Maricá

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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