Maricá Possível!?

Estava distraída circulando pela RJ 106 em direção aos meus afazeres quando cruzando Inoã percebi este cartaz que mais tarde constatei que está afixado em ambos os lados da rodovia, onde está escrito que haverá obras de revitalização no centro de Inoã. Parei ali nos arredores e procurei saber onde ficava o centro de Inoã e por mais que eu tentasse junto ás pessoas que passavam ou que por ali habitam, ninguém soube dizer onde fica este lugar até então fictício.

Não quero acreditar que o referido lugar seja este que mantém um comércio ativo de beira de estrada, pois por ali passa uma rodovia com fluxo intenso e nunca ouvi falar no centro de um bairro trespassado por uma auto-estrada onde as pessoas correm risco de vida constante. Acredito que toda a iniciativa para melhorar um determinado ambiente é valida desde que respeitadas as regras de urbanização e construção que não me pareceu ser este o caso, muito mais do que retocar um ambiente publico é projetar adequadamente a sua remodelação de acordo com o seu previsível crescimento.

Nem tudo para a modernização precisa ser dinheiro é certo que a parte financeira é de suma importância, mas vamos analisar alguns fatos que contribuem hoje para que o aspecto visual deste bairro, assim como tantos outros, ou na sua totalidade se torne de aspecto visual desagradável e de difícil interpretação. A poluição visual que toma conta de todo o aspecto paisagístico e urbano causa para os apreciadores das belezas locais um desconforto considerável. Nestas casos assim como em tantos outros a simples fiscalização dentro de uma política pré estabelecida de propaganda visual com padronizada adequada, não somente á arquitetura como também ao Meio (como) Ambiente (onde) e o mais importante, o porquê.

A publicação indiscriminada e sem critério de placas, tabuletas, cartazes e sinalização sem que haja uma regra específica empobrece a localidade e demonstra o pouco apreço que se tem além de não possuir nenhum tipo de harmonia, neste caso especifico que demonstro através de imagens recentes, penso que antes de fazer as reformas anunciadas dever-se-ia limpar o aspecto visual para saber efetivamente onde mexer.

Neste caso como não existe nenhum padrão nem fiscalização adequada cada pessoa faz a propaganda da melhor forma artesanal que melhor projete seu negócio, entendo perfeitamente que o comércio local precise sobreviver e que para isso tenha que ficar mais visível, mas nada justifica uma agressão visual como esta, além de que a própria população local não ajuda em nada quando rabisca fachadas e sinalizações.

Outro problema que assola o nosso município é o uso indiscriminado das chamadas faixas de publicidade que por serem de baixo custo (muito baratas) são afixadas em qualquer lugar que possa sustentar seu corpo preso por barbantes, em alguns casos só pela reincidência e uso compulsivo alguns estabelecimentos deveriam desde já ser advertidos legalmente e em caso de continuidade lavrar-se multas pesadas porque alguns comerciantes só entendem a mensagem quando pesa no bolso, mas é importante frisar que inicialmente deve-se orientar, educar e advertir, para só após o não cumprimento penalizar.

A pichação junto á propaganda de baixa qualidade e indiscriminada produz uma idéia de falta de compromisso com o município, quando me refiro a município englobo todo o espaço geográfico do mesmo independente dos bairros a que pertencem, o que precisamos ver é a possibilidade desde já de criar regras publicitárias e padrões de propaganda visual e também sonora, este último que vem crescendo sem regulamentação também inclusive ultrapassando os limites sonoros e de horários para sua veiculação.

Por mais que não existam recursos financeiros saber gerir e comandar é fundamental porque nem tudo é dinheiro e não se pode arrecadar de estabelecimentos comerciais se os mesmos nem cadastrados e fiscalizados estão, fazer visitas regulares e periódicas inclusive na área de saúde pública eleva a qualidade de serviço e serve de embasamento tributário para cobranças futuras, o descaso generalizado não pode servir de desculpa para a desorganização de toda a estrutura urbana, conforme mostrado abaixo.

O fato é que existe uma Maricá possível desde que se respeitem determinados parâmetros e estudos, nada podem ser feito sem levar em consideração o impacto existente e o que se pretende, abaixo vemos que pode existir beleza e organização desde que se fiscalize rigorosamente e trabalhe-se com profissionalismo.

Aqui começa Maricá no sentido Rio – Ponta Negra e como tal se for feito um bom trabalho de jardinagem e construído um bonito portal informando que Você está entrando no 1º Distrito de Maricá ficará ótimo num cartão postal, e para isso só necessitamos de mão de obra local e boa vontade.

Apesar de não ser o ideal alguns casos de pontos de espera acima terem sido construídos pelos moradores e além de estarem situados em condições propícias, pelo menos estão incorporados ao ambiente e destoam dos apresentados abaixo inclusive no aspecto visual e ter amplitude total de visão não dando possibilidade inclusive para qualquer tipo de violência nos seu interior.

A Segurança direta e traslúcida também interfere diretamente em quem está no seu interior por se situar na incursão da pista de rolagem e não haver balizamento de contenção lateral, abaixo um exemplo recente do que é passível de acontecer e dependendo do horário se tornar uma tragédia.

É possível fazer recapeamento e recuperar as vias de acesso, porém jogar alcatrão em cima do asfalto antigo e depois colocar uma placa dizendo que Esta é a Nova Estrada do Boqueirão não condiz com a verdade, aquilo é sim a antiga estrada recapeada e nada mais, eu teria feito a contenção lateral com o meio fio para limitar as bordas do asfalto e talvez aproveitasse as duas laterais para fazer ao mesmo tempo as pistas de ciclovia. Além disso, o serviço não acaba após o recapeamento é necessário fazer a devida sinalização de faixas e de limites de velocidade, abaixo apesar de ter melhorado o aspecto é uma obra provisória a um custo muito elevado.

Ainda bem diferente, por exemplo, dos postes tortos e o Cabo Transatlântico visivelmente nestas fotografias cruzando a lagoa de um lado ao outro desde a abertura do canal para o mar.

É de suma importância também lembrarmos a todos que Maricá não é um distrito de São Gonçalo nem um pseudo município como alguns alegam, muito menos a prima pobre da Região dos Lagos, somos uma região linda e privilegiada conforme abaixo podemos observar apesar de toda a tentativa de destruí-la!

Bem, em resumo é possível sim reconstruir Maricá global utilizando acima de tudo o conhecimento e acessoria profissional para execução de projetos, acredito muito que surgirá num futuro próximo alguém muito capaz que mostre o caminho para o desenvolvimento desta região e prosperidade. Abaixo fotos de uma Maricá que apesar dos maus tratos não se deixa abater e NUNCA DESISTE!

Ana Paula de Carvalho Acreditando numa Maricá Possível!

Maric� Poss�vel!.pdf

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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