A RESPOSTA das URNAS II – “O Caso Maricá”

Acabei de ler o obituário político nos jornais locais e vi com muita seriedade que Maricá disse NÃO para o Amadorismo e Coronelismo que se instalou neste município desde sempre. As pessoas resolveram ouvir novas vozes e ir ás urnas dar a sua opinião e ficou bem evidente que quem não obteve o índice mínimo de votos razoáveis que seriam na base dos 7.000 está politicamente morto, ainda que seja temporariamente, digo isso, porque nada impede que estes lancem mão de posturas e atitudes de acordo com o cargo político pretendido e em consonância com a população local.

Passando ao longo das vias, ainda é fácil perceber os campos de batalha onde foram travadas as disputas de territórios, seus estandartes e bandeiras totalmente destruídos jazem no chão presas á vegetação, ao sabor do vento, como lembrança de uma guerra sem vencedores, entretanto nós os eleitores saímos gloriosos! A pergunta que colocamos agora é que surpresas teremos para as eleições de 2012 e quem de verdade estará pronto para concorrer aos cargos que definirão o nosso futuro nos anos seguintes? Existem alguns conceitos a ponderar e parâmetros a configurar.

Entre eles está a vocação para o tipo de trabalho a que se propõe fazer, isso é um talento que nasce conosco, ter um dom natural para executar qualquer tipo de atividade é fundamental, representa um percentual elevado de sucesso desde o início. A pessoa mostrar o que sabe antecipadamente quando encampa atos, atitudes e projetos podem minimizar a quantidade de erros futuros já que neste momento a única representação existente é a pessoal, e caso não tenha a experiência necessária é o período certo para aprender In Loco e aumentar a sua capacidade no processo decisório uma vez que este tipo de atividade requer liderança praticamente nata.

É importante definir os seus parâmetros ideológicos e se perguntar se deseja apenas o status que o cargo lhe confere ou realmente quer deixar seu nome honrosamente na história de sua cidade e país. O simples fato de outros acharem que você pode ser candidato, não assegura que terá um mandato sereno e com lisura, temos no próprio município um exemplo de legisladores que acabaram por se eleger ás custas de votos de terceiros através do uso de suas imagens figurativas nas campanhas no intuito de associar sua fraca representação a nomes já consolidados, o que estes que acabaram por se vender em troca de nomeações e vantagens pessoais não prevêem é que no caso do mandato ser um insucesso seus nomes também perde o valor agregado muitas vezes ao longo de anos até de bom trabalho.

Por isso, antes de ser candidato a candidato pergunte-se que tipo de político quer ser, se deseja se Eleger (que neste caso é ocupar o cargo através de compromissos eleitorais diversos) ou se pretende ser Eleito (ocupa o cargo por vontade popular com intenções honestas). Apesar de serem parecidas, as expressões são antônimos, pois tem objetivos distintos e diferenciados e, dito isto, tenho certeza que aqui em Maricá quem não arregaçar as mangas agora para mostrar o que pretende e é capaz, certamente não se elegerá, até porque eu não acredito em candidatos de ultima hora e jamais votarei num!

Farei tudo ao meu alcance também para que outras pessoas pensem da mesma forma, com isso a contar da data atual os candidatos terão 6 anos e não 4 como manda a lei de eleitoral para exercer o seu mandato, 2 por conta de sua campanha popular junto á comunidade e 4 por direito adquirido por votação direta. Se estiver ao meu alcance jamais permitirei que político algum não cumpra suas obrigações públicas e que não cumpra os horários de labuta como qualquer trabalhador que com seu voto o empossou.

Os cargos públicos em Maricá não serão mais cabides de empregos para gente desocupada ou com insatisfação profissional, hoje já sabemos o que queremos e o que não queremos para os próximos anos e a resposta foi a resposta das urnas no nosso município e o fato de não elegermos nenhum candidato por entendermos que eles não nos representavam de forma alguma. É importante ressaltar que todos os cidadãos estão aptos a concorrer aos cargos públicos nas próximas eleições, isso vale também para as lideranças partidárias sempre lembrando que o ideal é começarem a trabalhar desde já!

Somos novos soldados numa guerra muito antiga, mas não desistimos nunca!

Ana Paula de Carvalho

http://www.civilidade.com.br

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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2 respostas para A RESPOSTA das URNAS II – “O Caso Maricá”

  1. Aurenice Lopes Sanseverino disse:

    Ana Paula,
    Louvo sua palavras.
    No entanto, enquanto província, não temos ninguém com coragem e honestidade para assumir o posto máximo de Maricá. Somo desunidos por estarmos muito distantes uns dos outros.
    Fazer o quê?
    Precisamos de respostas.

    • Prezada Aurenice,
      Apesar de eu não ter feito nenhum acréscimo ao seu comentário anterior por considerar desnecessário já que seu texto estava bem claro, neste em questão gostaria de dizer que enquanto Província por sermos pequenos (cerca de 100.000 habitantes) temos a oportunidade de nos conhecermos melhor, porém a maior parte das pessoas se acham mais cultas do que realmente são e mais inteligentes do que aquilo que lhes é atribuído, por esse motivo somos desunidos em torno de problemas simples como fiscalizar os governantes e suas obras se é que existem, a vaidade fala mais alto do que a razão.
      Penso que quando afirmo que certas coisas vão mudar é porque confio que serei ouvida, e que essas pessoas que escutam (já que são coisas diferentes) passam também a fazer parte da idéia de mudanças possíveis. Se você pensar hoje no que lhe dá medo, pavor ou coisa parecida, com certeza a principal será o da incerteza do amanhã. É certo que não podemos prever o futuro, mas podemos sim antecipá-lo baseado em probabilidades e estatísticas, usamos isso diariamente até quando projetamos férias, compras a médio/longo prazo e justamente por isso me pergunto porque é que não podemos ter uma vida devidamente planejada?
      A principal resposta é que a sociedade em que vivemos vive da escassez, onde uma minoria precisa gerar necessidade para a maioria e através disso fazer o circulo financeiro girar, isso acontece desde a Grécia e Roma antiga, havia os empréstimos a juros exorbitantes que acabavam como hoje por se tornarem impagáveis, e em 3000 anos nada mudou e muito dificilmente mudará. Entretanto, em relação a Maricá gosto de pensar que estamos nos unindo através das palavras e atitudes de muitas pessoas que se manifestam da melhor forma possível que conhecem e utilizando o tempo que podem dispor.
      Para que as palavras do artigo que você leu sobre as urnas se tornem realidade é necessário que a maioria queira que isso aconteça, e para isso precisam não só acreditar na mensagem como também fazê-la parte do seu discurso diário. Todos temos Potencial dentro de nós, mas saber transformar isso em Poder é uma coisa que poucos sabem fazer, mas que está ao alcance de todos. Quando escrevo que os cargos eletivos estão disponíveis para todos os cidadãos, penso em todas as pessoas que acreditam que podem ser capazes e como tal também me incluo nisso assim como você e todos os que lerem o que estou escrevendo devem pensar, todos somos elegíveis, só não podemos sair de uma cartola uma semana antes dizendo que somos a solução.
      Maricá está precisando de idéias, respeito, carinho, afago, luta e responsabilidade. Acredito que quem tem interesse em continuar vivendo aqui e acreditando que podemos mudar esta triste realidade em que vivemos deva expor suas idéias sem verdades absolutas, lutar pelo seu espaço e se quiser concorrer num futuro próximo que se sobressaia com seu trabalho cívico e público para que fique em evidência e possa inclusive em algum momento ser considerado. O cidadão deve se tornar candidato quando em algum momento houver um clamor popular para tal, na maior parte das vezes o conceito é que “Bem, estou desempregado; saí da cadeia,; não gosto do que faço; não quero mais morar com minha mãe; vou parar de vende lingüiça em São Gonçalo, portanto, vou ser deputado, vereador, prefeito, ou até presidente do Brasil!”. Vamos lutar para mudar isto, mas antes a nós mesmos.

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