BRASIL VERMELHO

Meu Brasil não é mais Verde, Amarelo, Azul, e Branco, está tisnado de Vermelho, não o vermelho encarnado da cor do sangue que se faz presente nas bandeiras de muitos países que precisaram conquistar seus espaços a ferro e fogo e para que nas gerações futuras não fossem esquecidos todos aqueles que pereceram nos campos de batalha ou nos calabouços de algum lugar remoto e miserável, a cor rubra ficaria para todo o sempre hasteada nos mastros ao sabor do vento.

Sempre acreditamos que este seria o país do futuro, o celeiro do mundo, com potencial mineral, agrícola e de condições naturais privilegiadas, mas o povo parece não poder acompanhar esta evolução, e quando me refiro a povo incluo todos os habitantes sem distinção de raça, credo, cor ou condição social. Um país se faz com homens e livro, educa-se hoje para que possamos reverter em qualidade e capacidade de sobrevivência do nosso meio de vida, liberdades e aspirações.

A liberdade é o princípio que rege todos os governos democráticos e os que não se enquadram neste perfil tendem a ser de outro regime, que será adequado ou não de acordo com o povo ali residente. A liberdade de imprensa, por exemplo, é um termômetro que quantifica essa liberdade falada, cantada, escrita, sendo assim não devemos cercear nem censurar o dever de informar da forma mais conveniente e objetiva ao publico geral o que acontece em todos os lugares com todas as pessoas e o modo como isso os afeta.

A imprensa de modo geral reflete a conduta moral e social do país através de seus artigos e caricaturas, matérias jornalísticas com embasamento profundo ou citações superficiais de acordo com a necessidade, a credibilidade destes se dá no momento em que passam adiante os fatos verdadeiros baseado em provas contundentes e depoimentos fidedignos. Com isto, também aparecem os factóides da Imprensa Marrom onde se publica uma manchete chamativa de duplo sentido para um conteúdo pouco crível o que induz o leitor a erro de julgamento e de opinião, é neste tipo de desinformação que a política prevalece.

Passamos por um longo período de Governo Militar, sim governo porque ditadura tem uma conotação diferente no sentido de restrição da liberdade física e de opinião, direitos civis controlados de ir e vir, toques de recolher, reuniões com mais de x participantes e outros. O governo militar foi estabelecido pelo povo conforme podemos ler nos anais da história do Brasil, a Folha de S. Paulo no dia 27 de março escreveu: “Até quando as forças responsáveis deste país, as que encarnam os ideais e os princípios da democracia, assistirão passivamente ao sistemático, obstinado e agora já claramente declarado empenho capitaneado pelo presidente de República de destruir as instituições democráticas?”. (1963 – Governo de João Goulart).

Importante lembrar que todas as figuras em sua maioria que acabaram por serem exiladas tinham uma forte tendência separatista e comunista, que parecia ser a febre dos revoltados e que mais tarde após a o movimento das Diretas Já acabariam por voltar, entrar para a política nacional e serem os grandes percurssores do declínio e permanência do Brasil no limbo que se encontra até hoje. A bem da verdade, o golpe que tanto se fala contra a democracia vinha sendo feito pelos governantes civis até então instituídos, em seus mandatos tal qual como vemos agora e nos recusamos a acreditar que caminhamos inegavelmente para uma nova, ainda que tardia, revolução bolchevique, não tardará para que tenhamos em mãos uma versão do livro de Mao com capa vermelha e estrela branca no centro.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, “(…) o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos proprietários rurais, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo), além de setores da classe média, pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica.”. Não vou entrar no mérito da tortura, nem do caso X ou Y, quero evidenciar que todas as mudanças trazem inseguranças e tem efeitos colaterais, e não seria nem de longe a pessoa mais indicada para arbitrar sobre a legitimidade das atititudes, até poque acredito que Direitos Humanos são para Humanos Direitos.

Com o governo militar (diferente da Ditadura Cubana, Venezulena, Argentina e outros) ainda que estivese longe do ideal, o país caminhou a passos largos, o sistema de saúde, escolas e demais repartições públicas funcionavam a contento e hoje vemos uma sombra muito tênue do que era, afinal Brasília, a Transamazônica, a ponte Costa e Silva da qual só existe para integração entre Rio e Niterói e ainda que pensanssem em fazer outra hoje só estaria pronta provávelmente daqui a 10 anos, alguém já imaginou como estará o transito nesse periodo com o aumento da demanda de automóveis? Assim como, não é curioso que justamente no governo de um metalúrgico do ABC que liderava tantas greves nas montadoras agora bata recordes de vendas de todos os tipos de veículos?

O fato é que, quando o então presidente João Batista Figueiredo acreditou que era chegado o momento do poder novamente mudar de mãos na pessoa do então político Tancredo Neves, não podia prever não se concretizaria e como Tancredo veio a falecer antes de assumir a presidência, o Vice-presidente José Sarney, antigo membro do PDS, assume o poder. Figueiredo recusou-se entregar sua faixa presidencial a Sarney na cerimônia de posse em 1985, pois o considerava um “impostor”, vice de um presidente que nunca havia assumido. Ficou célebre no seu desligamento da presidência e saída pela porta dos fundos do palácio do planalto a frase “Espero que o Brasil me esqueça”, acho que ele sabia bem o que estaria por vir.

A corrupção instalou-se de forma explícita e evidente e vem sendo cada vez mais “popular” tornando nosso país um país provisório já que tudo nele é feito na base do improviso, não é que não houvesse corrupção no governo militar, mas não era tão evidente, não se conhecia a totalidade da riqueza e recursos do Brasil, o valor do dinheiro na época era outro e acima de tudo as forças armadas tem como lema defender o país acima de todas a coisas, neste caso a política fica em segundo plano quando a soberania é colocada em risco. Erros sucessivos de gestão levaram o país à informalidade e completo descumprimento da Constituição de 1988, os parlamentares colocam-se acima da lei, legislando em causa própria e tornando-se imunes às próprias leis, que deveriam se fazer cumprir. Enquanto uns dizem que “não sabiam”, “eu não sei”, ou “é um golpe para desestabilizar o governo”, mas que governo é esse que não zela pelo bem estar do povo e principalmente finge que nada acontece enquanto nossas crianças mendigam em sinais de trânsito, nossos velhos morrem nas filas de hospitais e os agiotas legalizados também chamados de banqueiros enriquecem seus cofres com o dinheiro dos correntistas e altos juros cobrados nos empréstimos?

Os bancos vivem do dinheiro que depositamos como correntistas e do qual não nos beneficiamos de juros, quando o deixamos parados por semanas em nossas contas correntes, entretanto os banqueiros emprestam esse dinheiro que não lhes pertence a terceiros cobrando a aviltante e fraudulenta cota de juros que chega a 10% sobre o valor devido ao mês. É impossível sobrevier neste meio financeiro e ainda se tornar empreendedor num país onde se deixa faltar insumos no mercado interno como carne de primeira, grãos e outros para cumprirmos contratos de exportação enquanto pagamos aqui o contra-filé a preço de ouro.

O governo do PT nos últimos oito anos aproveitou os primeiros seis do seu antecessor, portanto é lícito dizer que o sucesso que lhe é atribuído são fruto de tudo o que foi plantado e como qualquer negócio que se começa tem um tempo de implantação e outro tanto para colher os lucros (para empresas é em média de cinco anos), então podemos dizer também com segurança que tudo o que o PT plantou durante estes oito anos passados só começaram a ser colhidos nos últimos dois anos e se sucederá nos próximos quatro, seja lá quem for que assuma a presidência. Gostaria que os políticos tivessem a humildade suficiente para reconhecer publicamente estes fatos, isso por si só já seria uma grande demonstração de caráter coisa pouco comum nos nossos políticos, daí a pergunta, “ Quem tem a postura necessária para nos representar?”.

Não é á toa que foi escolhido o ano eleitoral, com recursos públicos, para ser apresentado por todo o país em programa itinerante, ou seja, levando às comunidades mais afastadas e pobres o filme “Lula o filhos do Brasil”, tal qual os nazistas na segunda guerra mundial a propaganda fazia acreditar que a Alemanha poderia anexar todo o mundo conhecido e que o extermínio em massa era uma coisa positiva. Estamos caminhando para o inicio do século 19, ainda bem que a família real já foi deposta, pois de outra forma poderiam ser fuzilados e enterrados aos pedaços pelo país inteiro. Eu, de minha parte, nunca deixarei de me manifestar pública e abertamente, exerço o direito inalienável de me expressar e não aceitar imposições econômicas ou sociais que não sejam para o engrandecimento e prosperidade da nação na sua totalidade.

É certo que uma porção da população miserável ascendeu á classe pobre, assim como a classe média desceu para a classe C, em virtude dos altos índices de impostos que paga para sustentar essa mudança, da ausência total de ensino, saúde e segurança pública, que são atribuições do governo o qual, a nível particular, pagamos por um serviço que não recebemos, então nivelamos o país por baixo. Os próximos quatro anos serão de muita incerteza e de condução política de forma duvidosa, certamente não haverá progresso e muito menos ordem no caos já instalado. Tenho fé de que no momento em que houver unanimidade de opiniões sobre como não se deve conduzir a administração de um país, possamos levantar nossas vozes e bandeiras e fazer valer o direito de resgatar a nossa dignidade e colocar todos os usurpadores na cadeia e jogar a chave fora. Você já se perguntou, na verdade: O que Brasil evolui de concreto nestes últimos 25 anos? O que nos tornamos? Quem somos nós, o país que fazia piadas de todo o mundo conhecido virou a grande piada?

Ana Paula de Carvalho

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Sobre Ana Paula Carvalho Silva

apc_anapaula@hotmail.com
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